Ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar construiu sua trajetória política com atuação voltada ao combate ao crime organizado. Ele foi procurador-geral de Justiça de Alagoas entre 2009 e 2011 e comandou a Secretaria de Segurança Pública do estado de 2015 a 2022, período em que ganhou projeção nacional.
Atualmente deputado federal, Gaspar integra a bancada de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara dos Deputados. Também participa da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários. Na comissão, tem defendido a responsabilização dos envolvidos e mudanças nos mecanismos de controle do instituto.
"É uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aqui aprenderam a admirar pela coragem, honestidade, pela sua história em frente à segurança pública. Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe do Ministério Público do seu estado. Alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato", declarou o candidato.
Definição ocorreu após busca por alianças A escolha de Alfredo Gaspar foi definida após o PL avaliar diferentes alternativas para compor a chapa presidencial. Inicialmente, Flávio Bolsonaro havia manifestado preferência por uma mulher para o cargo de vice.
Entre os nomes cogitados estavam a senadora Tereza Cristina (PP-MS), defendida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, do Republicanos, apontada como preferência do próprio candidato.
Também foram considerados os nomes das deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Técio (PP-AL), Renata Abreu (Podemos-SP), Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Júlia Zanatta (PL-SC). No entanto, a decisão do PP, do Republicanos e do Podemos de permanecerem neutros na disputa presidencial inviabilizou candidaturas de integrantes dessas legendas. Michelle Bolsonaro confirmou, na terça-feira (4), que disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal, enquanto Júlia Zanatta acabou descartada pela coordenação da campanha.
Com isso, o PL optou por uma composição inteiramente formada por integrantes do próprio partido, oficializando Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente.

