Segundo Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Alfredo foi escolhido por Flávio e Rogério Marinho "há seis meses".

"Não sei como não vazou, eu falava: 'Flávio, pelo menos fala para o Alfredo'. Não tem vice melhor para nós do que Alfredo Gaspar", disse Valdemar.

Após ser anunciado, Alfredo discursou e afirmou ser "soldado" de Flávio", estar de "cabeça erguida" e que irá marchar para "transformar o Brasil em lugar justo e decente".

Na Câmara, Gaspar tem atuação em diversas frentes. Já integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania, Relações Exteriores e Defesa Nacional e Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, além de ter participado de colegiados especiais sobre Direito Digital e Inteligência Artificial.

O deputado também coordenou a comissão externa que acompanha o colapso do solo em bairros de Maceió. Ele já foi vice-líder do União Brasil e de blocos parlamentares de centro. Também participou de CPIs, como a das Pirâmides Financeiras e a do MST Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

Antes da vida parlamentar, Gaspar construiu carreira no sistema de Justiça e segurança. Foi promotor de Justiça do Ministério Público de Alagoas por mais de 20 anos, ocupando os cargos de presidente do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas e de procurador-geral de Justiça do estado.

Gaspar chegou a chefiar a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas em dois períodos (2015-2016 e 2021-2022), presidiu o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, ligado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, além de ter participado de conselhos de segurança e direitos humanos em Alagoas.

Recentemente, Gaspar foi relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), instalada para apurar desvios bilionários em aposentadorias e pensões.

A definição ocorreu após a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da comissão, em movimento que derrotou as indicações feitas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A escolha de Gaspar para a relatoria contrariou o acordo que previa a indicação do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), aliado de Motta. O deputado faz parte da oposição ao Palácio do Planalto e tem proximidade com o bolsonarismo.