Uma onda de ataques a animais comunitários em Gaspar, Santa Catarina, acendeu um alerta entre as autoridades de segurança pública e a Diretoria de Bem-Estar Animal do município. Os incidentes recentes, que vitimaram tanto cães quanto gatos, motivam um apelo à população para que colabore na identificação dos responsáveis por esses atos criminosos.
Os ataques mais recentes incluem o envenenamento de dois cães comunitários e sete gatos no bairro Santa Terezinha, na Rua 2 de Novembro. Na semana seguinte, os alvos foram dois cães conhecidos como Floco e Pretinha, que residem na região central da cidade. Segundo informações da prefeitura, os animais foram vítimas de agressões com arma branca. Floco, um cão popular entre moradores e servidores públicos, foi encontrado com ferimentos e está em recuperação após ser encaminhado a uma clínica veterinária e, posteriormente, a um lar temporário.
Pretinha também sofreu um ataque cruel na semana passada e, assim como Floco, está em um lar temporário recebendo tratamento veterinário e apresentando evolução positiva em seu quadro clínico. A Prefeitura de Gaspar tem monitorado os casos e reunido informações para auxiliar as forças de segurança na elucidação dos crimes e na prevenção de novos ataques, enfatizando a importância da colaboração cidadã.
Maus-tratos contra animais são tipificados como crime pela legislação brasileira. A prefeitura reforça que qualquer informação, imagens de câmeras de segurança ou evidências que possam contribuir para as investigações devem ser encaminhadas à Polícia Civil ou à Diretoria de Bem-Estar Animal. Em Santa Catarina, após o "Caso Orelha" no início do ano, foi sancionada a Lei 19.726/2026, que oferece proteção específica aos cães comunitários. Em Gaspar, a gestão municipal realiza o cadastramento desses animais, incluindo castração, microchipagem, vacinação e a instalação de abrigos. O Ministério Público de Santa Catarina também iniciou um programa para acompanhar de perto as políticas de bem-estar animal nos municípios do estado.
